Uma ação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) resultou, nessa sexta-feira (5), na prisão de um homem suspeito de feminicídio. O crime ocorreu na quarta-feira (3), no bairro Jacarecanga – Área Integrada de Segurança 4 (AIS 4) da Capital.
A Polícia Civil realizou o trabalho de investigação a partir da morte da ex-companheira do suspeito. A vítima, de 23 anos, morreu após ser lesionada com um pedaço de vidro durante uma discussão com o indivíduo.
Com o andamento das investigações, a PCCE elucidou o caso e identificou o ex-companheiro da vítima, Marcos Brandow Ribeiro (25), com antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, furto e dano. Após diligências, os policiais civis obtiveram informações sobre a localização do suspeito.
Diante dos fatos, o indivíduo foi localizado e preso no bairro Carlito Pamplona (AIS 4). Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante. A 4ª delegacia do DHPP é a unidade que investiga se houve participação do suspeito em outras ações criminosas na região.
O depoimento de Rafael Machado Ramos de Vasconcelos, suspeito de matar a professora Flávia Maria Lopes de Sena Vasconcelos na cidade de Varjota, no Ceará, foi considerado 'contraditório' pela polícia.
Flávia, de 49 anos, foi achada morta na terça-feira (24), após uma noite considerada desaparecida. O próprio marido havia postado nas redes sociais sobre o falso desaparecimento. O homem, também de 49 anos, foi preso no sábado (28) como "principal suspeito" do crime.
Em entrevista ao Sistema Verdes Mares (SVM), Afonso Timbó, titular da Delegacia de Varjota, disse que a versão de Rafael sobre as circunstâncias da morte da mulher foi colocada em dúvida após vídeos de câmeras de segurança.
O suspeito falou, inicialmente, que Flávia havia desaparecido após sair para fazer caminhada. Vídeos mostram, no entanto, contradições:
'Constatamos contradições dele, inclusive quando foi confrontado com imagens de câmeras da cidade. Fizemos todo um trajeto e também ele afirma que a vítima tinha saído de casa pra caminhar, mas encontramos nessa versão furos, contradições e muitas obscuridade e tudo isso pesou em desfavor do suspeito. Nós fizemos um levantamento bem substancial.', disse Timbó.
Ainda conforme o delegado, a investigação deve levantar se existe outro participante no crime. Todo o material apreendido será analisado.
"Os indícios da autoria são contradições significativas, inclusive por câmeras. Com a informação de que a vítima tinha saído de casa, nós fizemos um levantamento da movimentação da vítima. Na verdade o que nós detectamos foi muita contradição na fala dele. Ainda temos muito a analisar, temos laudo, material da perícia forense", complementou Afonso Timbó.
Informações obtidas pelo g1 ainda mostram que o suspeito enviou áudio pelo WhatsApp a amigas da vítima afirmando que a esposa havia desaparecido. O objetivo, segundo a Polícia Civil, era criar um álibi para inocentá-lo.
"Ela ontem à noite saiu pra fazer caminhada. Era mais ou menos umas sete da noite e ela não voltou mais pra casa. Geralmente, quando ela sai pra fazer essas caminhadinhas dela, ela demorava uma hora, uma hora e quinze no máximo e ela tava voltando pra casa [...] e infelizmente ela não voltou pra casa ainda", disse o suspeito, em trecho áudio enviado a amigas da vítima. (Ouça acima.)
"O nosso filho caçula ontem chorou, chorou, chorou tanto perguntando pela mãe, chorou tanto que cansou e dormiu. E eu também acho que já sequei as minhas lágrimas de tanto chorar", continuou.
A professora deixa dois filhos.
O desaparecimento de Flávia foi comunicado à polícia pelo próprio marido.
"Já procurei em todos os lugares e a polícia já foi acionada. Qualquer informação pelo amor de Deus me ligue ou mande mensagem. Nossa família está sem chão", dizia a mensagem sobre o desaparecimento da professora, publicada pelo suspeito de matá-la.
O corpo da professora foi localizado pela polícia na localidade de Cajazeiras, a cerca de 6 quilômetros da área urbana da cidade, onde a vítima morava. A Perícia Forense constatou que a mulher foi atingida por oito facadas no pescoço, no abdômen, nas costas e nas mãos.
Mais uma mulher foi vítima de feminicídio no Ceará. Maria Tereza Xavier Maia, de 35 anos, foi assassinada a facadas, nesta terça-feira (25), no município de Missão Velha. O principal suspeito pelo crime é o ex-esposo da vítima, identificado como Gleydson Alves. O homicídio aconteceu na casa onde o casal já residiu. Há informações de testemunhas que após desferir golpes de faca contra Maria, Gleydson tentou cometer suicídio. Ele foi socorrido com vida para um hospital da região.
Atualização da SSPDS
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que equipes da PC-CE, da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas. O suspeito foi socorrido para uma unidade de saúde, onde está sob escolta policial. O caso está a cargo da Delegacia de Municipal de Missão Velha.
Uma vendedora de lanches foi assassinada a facadas em uma praça na cidade de Iguatu, no interior do Ceará, na manhã desta segunda-feira (12). Maria Conceição Alves de Freitas tinha 43 anos. O companheiro da vítima foi preso por suspeita do crime.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, o suspeito, também de 43 anos, foi capturado pela Polícia Militar momentos após o crime.
O homem foi conduzido para a Delegacia Regional de Iguatu, onde foi autuado em flagrante por feminicídio.
Aldemir Pessoa Júnior prestou depoimento pela segunda vez, ontem. Ele reafirmou sua primeira versão da história, na qual garante que o adolescente de 14 anos, filho da namorada, interferiu na discussão do casal
O advogado Aldemir Pessoa Júnior, suspeito de matar a empresária cearense Jamile de Oliveira Correia, prestou um novo depoimento, na tarde de ontem, no 2º Distrito Policial (Aldeota). Aldemir chegou à Delegacia às 14h45 e deixou o local por volta das 18h30. A reportagem apurou que o advogado disse para as autoridades que o disparo fatal contra Jamile Correia aconteceu devido à interferência do filho da empresária, um adolescente de 14 anos.
Durante o depoimento, com duração aproximada de quatro horas, Aldemir reafirmou às autoridades que o filho de Jamile estava com ele dentro do closet da empresária, no momento do disparo. Na versão do suspeito, ele e o menino protagonizaram uma luta corporal com Jamile, na tentativa de fazer com que ela não tirasse a própria vida.
Em entrevista concedida ao Sistema Verdes Mares na semana passada, o adolescente negou que tenha participado desta luta corporal e afirmou que em nenhum momento chegou a pegar na arma. O menino prestou três depoimentos, sendo que no último falou para a Polícia Civil sobre o namorado da mãe ter coagido ele a mentir na primeira vez que foi até a Delegacia.
No fim da semana passada, a reportagem teve acesso ao resultado da perícia dos DNAs encontrados na arma utilizada no suposto crime. O laudo emitido pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) indicou que três DNAs foram encontrados na pistola: o de Aldemir e o do policial civil que apreendeu a arma de fogo e participa das investigações e o da empresária.
O DNA de Jamile de Oliveira Correia só foi encontrado na extremidade do cano da arma, parte de onde sai o disparo. Em nenhuma parte do objeto foi verificado DNA da empresária e do filho adolescente. No "cão" (parte que arma o gatilho) e no gatilho não foi encontrado material genético.
A ausência de DNA nestas partes específicas da pistola pode ser um indicativo de que a arma foi limpa. No depoimento prestado ontem, Aldemir negou ter limpado o objeto, mas não explicou porque nenhum DNA foi encontrado no gatilho e garantiu que só foi encontrado o seu material genético porque ele era o proprietário da pistola.
Feminicídio?
O disparo contra Jamile aconteceu no fim da noite do dia 29 de agosto de 2019. No início da madrugada do dia 30, Aldemir e o filho da mulher a levaram até o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro. Jamile Correia passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia 31. Até então, o caso era tratado como um suicídio.
A Polícia Civil tomou conhecimento da morte apenas no dia 2 de setembro, data na qual um inquérito foi instaurado para apurar a ocorrência. Após alguns depoimentos e laudos, Aldemir Pessoa Júnior passou a ser considerado como suspeito de feminicídio.
Ontem, ao chegar no 2º DP, o advogado afirmou que não há motivos para um feminicídio. O suspeito ponderou destacou que "sem sombras de dúvidas foi um suicídio, infelizmente". Aldemir Pessoa Júnior negou que ele tenha agredido Jamile em outros episódios durante o namoro.
"O que existia era um ciúme excessivo da Jamile, e isso resultou em uma situação que não é agradável. Me corroi, inclusive. As provas que estão nos autos, a maioria delas, corroboram com a história da defesa. Estou muito mal, estou sob efeito de remédios. Quase não vinha, mas vim. Eu acredito que a verdade tem de prevalecer", declarou Aldemir.
Jamile Correia, 46, foi deixada por Aldemir Pessoa Júnior no IJF, inconsciente e com um tiro no peito, sob alegação de que ela tinha tentado se matar.
Câmeras de segurança do prédio onde morava a empresária cearense Jamile de Oliveira Correira, 46, registraram o momento que o advogado Aldemir Pessoa Júnior, suspeito de ser autor do feminicídio, carrega o corpo da vítima para dentro de um elevador, no bairro Meireles, em Fortaleza. O filho de Jamile acompanha o homem na ação, registrada no dia 30 de agosto.
As imagens mostram quando o filho dela, de 14 anos, de corpo franzino, pega a mãe pelos braços e Aldemir a segura pelas pernas. Em determinado momento, o advogado carrega a mulher apenas por uma perna para colocá-la no elevador do prédio.
Conforme uma fonte ligada à família da vítima, Aldemir Pessoa levou Jamile baleada para o Instituto Doutor José Frota (IJF), mesmo tendo ela um plano de saúde privado, e informou aos médicos que Jamile tinha tentado se matar.
O advogado então deixou Jamile sozinha, em estado grave, na unidade hospitalar e voltou para o apartamento dela, onde ele estava morando há cerca de cinco meses com a vítima e o filho dela.
Gravidade
O que intrigou os investigadores é que, mesmo diante da gravidade da situação, o advogado não avisou à Polícia sobre o caso, nem aos familiares de Jamile.
A reportagem apurou que ele limpou o apartamento e usou o WhatsApp de Jamile, respondendo mensagens como se fosse a vítima.
A família só foi informada sobre o caso no dia seguinte (30), às 18h30. Jamile Correia morreu às 7h do dia 31 de agosto no IJF. A situação começou a mudar quando o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil, no dia seguinte ao sepultamento, e as investigações tiveram início.
No 2° Distrito Policial, a história contada pelo advogado não convenceu a Polícia, conforme apurou a reportagem. Segundo uma fonte (identidade preservada), Aldemir é atirador desportivo e não entregou as chaves do apartamento de Jamile.
O advogado continuou usando os bens dela, recebeu aluguéis dos imóveis que ela tinha e quis ficar com a guarda do menino. O adolescente, filho da vítima, foi tirado de Aldemir no dia 2 de setembro, no 2º DP, e entregue a uma tia paterna. O Conselho Tutelar acompanhou a oitiva do adolescente na Delegacia. O pai dele faleceu no dia 3 de agosto de 2017 durante um acidente de trânsito na Avenida Engenheiro Santana Júnior, bairro Papicu.
Depoimento: trajetória da bala não condiz com relato de advogado
Aldemir disse, na Polícia, segundo uma fonte, que ele e o menino tentaram evitar o disparo, mas a trajetória da bala no corpo de Jamile não condiz com o relato do advogado, de acordo com o laudo cadavérico. Na última sexta-feira, ele foi apontado como suspeito de ser o autor do feminicídio. A arma, que teria sido usada na morte, foi apreendida.
Uma pessoa ligada à família da vítima contou estar abalada com a morte de Jamile. Segundo a mulher, que pediu para não ser identificada, a amiga e Aldemir não mantinham uma relação amistosa:
Tudo isso me abala muito. A única coisa que ele queria dela era o patrimônio. Quando o marido dela faleceu, ele deixou um patrimônio alto
"Ela dizia que saía com ele e estava se divertindo, mas que não podia se envolver com uma pessoa que não conhecia. Teve uma vez que eles saíram e ele agrediu ela, deu um murro no olho da Jamile. Não sei de muita coisa porque ela era muito discreta, não gostava de expor sua vida", disse.
A mulher acredita que Aldemir planejou o assassinato e ainda revela que o suspeito queria que Jamile assinasse um papel repassando a ele todo o seu patrimônio. "Na minha cabeça, ele arquitetou tudo. Fez confusão e matou ela. Não digo que tenho suspeita, digo que ele atirou e matou ela dentro do closet do apartamento. Ele tinha uma folha onde dizia para ela passar todo o patrimônio dela para ele", acrescentou.
Ela disse que ele podia matar ela e ela não passava. Ela dizia para mim que ele era um carrapato, que mandava ele sair do apartamento e ele não saía. Ele disse que se ela mandasse de novo ele sair, não ia ser bom para ela, então aí já era uma ameaça
Suspeito
Por telefone, o suspeito informou à reportagem que o filho de Jamile também estava no apartamento no dia do suposto suicídio. Segundo ele, não houve assassinato, e as suposições sobre o crime só acontecem porque a mulher nunca tinha apresentado indícios de que seria capaz de se matar: "Eu não a matei. O filho dela estava comigo no apartamento. Quer uma prova maior do que esta? Nós morávamos juntos há cinco meses. Patrimônio por patrimônio, eu tenho o meu, até passei meu carro para o nome dela poucos dias antes de tudo acontecer, não se trata disto".
Aldemir recorda que arrombou a porta do closet e já se deparou com a namorada com a arma apontada para o próprio peito: "foi um disparo só. Nós íamos casar agora dia 18, no dia do aniversário dela. Foi um suicídio e, mesmo assim, de qualquer forma, tenho minha consciência tranquila".
Outra pessoa ligada a Jamile reiterou não acreditar na hipótese do suicídio. O entrevistado destacou que a empresária era uma pessoa alegre, que amava o filho, gostava de se cuidar e sempre falava que não queria deixar o adolescente sozinho.
"Ela nunca mostrou nenhum sinal que tinha depressão e sempre fazia planos. Era uma pessoa preocupada em se cuidar, em estar sempre bem. No dia do enterro, ninguém acreditou no choro dele. Não caía uma lágrima", ponderou o entrevistado.
Acidente matou marido de Jamile há dois anos
O marido de Jamile Correia, o empresário José Aluísio Correia Neto, de 54 anos, morreu no dia 3 de agosto de 2017 de forma trágica em um acidente envolvendo cinco veículos, na Avenida Engenheiro Santana Júnior, em Fortaleza. A vítima dirigia um veículo Chevrolet Corsa Classic quando foi surpreendida por uma Range Rover, vermelha, que descia do viaduto em alta velocidade.
A condutora do Range Rover, alegou que teve um mal súbito e acelerou o veículo. Em seguida, ela teria desmaiado. O carro desceu em disparada, atingiu um veículo Fiat Palio, um Honda WRV e um caminhão. O Corsa guiado por Aluísio ficou preso no caminhão. O homem morreu na hora. Além da condutora da Range Rover, outras duas pessoas ficaram feridas.
O caso tramita na esfera criminal e cível. Após iniciar o relacionamento com Jamile, o advogado Aldemir Pessoa Júnior passou a ser o representante jurídico dela nesse caso. BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN
Investigado pela prática de feminicídio ocorrido na zona rural da cidade do Graça, há ainda contra o suspeito a imputação dos crimes de estupro de vulnerável, ameaça e descumprimento de medida protetiva.
Após a prática da feminicídio no dia 19 de março de 2019 o autor tomou rumo incerto.
Diante da periculosidade do autor a autoridade policial da delegacia de Pacujá representou pela prisão preventiva, o que foi deferido pelo poder judiciário da cidade do Graça.
Os Agentes de polícia civil de Pacujá realizaram diversas missões objetivando capturar o suspeito foragido e, recentemente obtiveram informes de que ele estaria escondido numa fazenda situada na Zona Rural do município de Cariré-CE.
Com as informações foi solicitado apoio ao destacamento policial de Cariré, que diligenciou e no corrente dia conseguiu capturar o autor.
Após apresentado e realizado exames de corpo de delito, Antônio da Silva Moraes foi encaminhado a Penitência Industrial Regional de Sobral - PIRS, onde permanecerá a disposição da justiça.
Na delegacia ele confessou o crime e disse que matou a ex-companheira por ciúmes
Uma investigação conduzida pelos policiais da Delegacia Regional do Crato, resultou na captura do suspeito da prática de feminicídio ocorrido, na madrugada da quarta-feira (24), no município de Santana do Cariri). Antônio Reinaldo Marcelino (38) foi localizado e preso, na manhã desta quinta-feira (25), na zona rural do município. De acordo com as apurações, o homem, que estava separado da vítima, não aceitava o término do relacionamento.
Conforme informações colhidas pelas equipes policiais, Aldenir Alencar (45) foi vítima de golpes de faca em frente a uma quadra do município, onde acontecia uma festa na cidade. Antonio Reinaldo Marcelino, conhecido como “Ronaldo”, desferiu os golpes na mulher e fugiu. Ferida, Aldenir caiu em frente a casa de parentes. Ela chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no trajeto até o hospital.
As diligências para prender o suspeito culminaram na localização de “Ronaldo”, na localidade de Serra das Cruzinhas. O homem estava escondido em uma casa de barro e não reagiu à abordagem dos policiais civis. De acordo com os levantamentos da Polícia Civil, a vítima estava grávida de três meses e era de conhecimento do homem.
“Ronaldo” foi conduzido para a Delegacia Regional do Crato, onde preferiu ficar calado no interrogatório. Ele foi indiciado por feminicídio por motivo fútil, com a impossibilidade de defesa da vítima e agravado pela gravidez da vítima e pelo fato de o crime ter sido presenciado na presença dos filhos dos dois. A Polícia Civil mantém as apurações no intuito de concluir o inquérito policial para apreciação do Poder Judiciário.
Casal estava junto há 14 anos e deixa quatro filhos. Marido da vítima foi preso por suspeita de ser o autor do crime
Curiosos acompanharam o trabalho de retirada do corpoFoto: Divulgação
Um homem suspeito de matar e enterrar o corpo da própria esposano quintal de casa foi preso na noite desta quarta-feira (24), em Acaraú, no norte do Ceará. A vítima estava desaparecida desde o último dia 14 de julho. O corpo foi encontrado carbonizado no fundos do imóvel.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o companheiro de Maria Ticiane Ferreira Nascimento, de 26 anos, identificado como Ivanildo Manuel dos Santos Nascimento, 27 anos havia registrado um Boletim de Ocorrência pelo desaparecimento da mulher no último dia 16.
Ele foi localizado nesta quarta-feira (24) e levado para a delegacia, onde confessou o crime e disse que a motivação foi por traição por parte da vítima.
Após confessar a autoria do crime, Ivanildo foi detido e levado para o Complexo de Delegacias Especializadas, em Fortaleza, onde permanece à disposição da Justiça.
Vítima era casada há 14 anos e tinha quatro filhos
A professora Maria Ticiane Ferreira Nascimento e o técnico de laboratório Ivanildo Manuel dos Santos Nascimento estavam juntos há 14 anos e tinham quatro filhos, de 11 anos, 10 anos, 5 anos e 3 anos.
Conforme relato de Santana Maria dos Santos Nascimento, tia da vítima, no dia do desaparecimento Ivanildo Manuel chegou na casa dos familiares de Ticiane, em Acaraú, de manhã bem cedo, com os filhos do casal. “A gente perguntou pela Ticiane e o Ivanildo disse que ela tinha saído e ele não tinha conseguido falar com ela”, afirma.
Santana Maria disse que ao longo do dia a professora não apareceu e os familiares ficaram questionando Ivanildo. “A gente ficou fazendo perguntas e ele disse que a Ticiane tinha ido embora de casa levando roupas e dinheiro”.
Os dias foram passando e a família começou a desconfiar da versão de Ivanildo, já que a vítima havia deixado todos os documentos em casa. “Cheguei a pergunta a ele porque não ia procurar descobrir o paradeiro da Ticiane e ele só respondia que não deixaria de trabalhar para ir em busca da mulher que poderia estar com outro”, disse.
Segundo Santana, após prestar depoimentos na delegacia de Acaraú, o marido da sobrinha confessou o crime. “A gente não esperava que isso fosse acontecer, pois eram um casal unido e a família estava sempre junta”.
Os familiares descrevem Maria Ticiane como uma pessoa alegre, que tinha muitos amigos e zelava pelos filhos. A jovem trabalhava em duas escolas da cidade de Acaraú.
Um homem matou o namorado da ex-companheira e atirou duas vezes contra ela, em Porteiras, no interior do Ceará, na noite do domingo (26). O crime ocorreu no Bairro Nascente, por volta de 19h. O suspeito foi preso.
O casal foi socorrido ao hospital de Porteiras, mas Francisco Petronilo da Silva, de 32 anos, namorado da mulher, não resistiu. Ele era mototaxista e natural de Mauriti.
A ex-companheira do suspeito, de 35 anos, foi atingida com tiros no braço e mão esquerdos. Ela não corre risco de morte.
O caso foi registrado na Delegacia Regional de Brejo Santo.
Crime bárbaro foi registrado por volta das 22h da noite deste DOMINGO, 10, em uma residência nas proximidades da Rua Eubia Barroso, na cidade de Itapipoca.
Segundo as primeiras informações recebidas acerca do
ocorrido, um homem que se identificava como PASTOR EVANGÉLICO, conhecido popularmente como ANTÔNIO MARIA, teria surtado e matado á FACADAS a própria esposa LUCILENE GALDINO ALBUQUERQUE, apelidada de (Lu).
O crime aconteceu dentro da residência onde o casal vivia, o homem que recentemente já foi PASTOR de uma igreja na cidade de TURURU, depois de ter assassinado a esposa, teria também atentado contra a vida dos DOIS FILHOS da vítima, informações essas a serem confirmadas ainda.
Os vizinhos conseguiram acionar a POLÍCIA MILITAR, que agiu rapidamente e após chegar na casa que estava trancada com cadeado, conseguiram arrombar e entrar no imóvel e impedir que os crimes fossem consumados.
Ainda nos primeiros relatos, dão conta de que o acusado ao ver a chegada dos policiais queria COMETER SUICÍDIO, mas rapidamente foi imobilizado e preso em flagrante.
O pastor que é natural de FORTALEZA, foi conduzido até a Delegacia Regional de Polícia Civil em ltapipoca, onde estão sendo tomadas todas as medidas legais cabíveis.
Pablo Henrique foi preso no mesmo bairro onde matou a adolescente Rayane Aguiar Pires
A Polícia prendeu um homem suspeito de ter baleado duas jovens na noite da última quarta-feira (24), no bairro Pici, na zona Oeste de Fortaleza. Uma delas acabou morrendo no local e a outra está ainda hospitalizada em estado grave. O assassinato das duas jovens teria sido ordenado por um traficante que comanda uma facção criminosa naquela área da Cidade.
A jovem morta foi identificada como Maria Rayane Aguiar de Sousa Pires, 17 anos. A adolescente e a amiga estavam na porta da casa de uma delas, na Rua Maria Clara, no bairro Pici, quando apareceram os assassinos em um carro. Um deles desembarcou com uma arma na mão e disparou vários tiros contras as garotas.
Rayane foi atingida com vários tiros, inclusive na cabeça, tendo morte instantânea, enquanto a amiga foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro e, em seguida, transferida em uma ambulância do Samu para o Instituto Doutor José Frota (IJF-Centro).
Prisão
Logo após o registro da ocorrência, policiais da Força Tática da PM realizaram buscas juntamente com a equipe de inspetores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e prenderam o suspeito do crime. Trata-se de Pablo Henrique Assis Felipe, 18 anos, que estava escondido dentro de casa. Ele confessou participação no assassinato e na tentativa de homicídio contra as duas garotas e revelou o nome dos comparsas, que agora são procurados.
Mortes
Somente neste ano, nada menos que 393 mulheres foram assassinadas no Ceará. Neste mês já foram contabilizados 27 crimes do gênero. Veja a relação completa das vítimas:
MULHERES MORTAS NO CEARÁ EM OUTUBRO
01 – (01/10) – Edineuza Costa Silva (bala) – Bairro Salviano Campos/Pompéia (QUIXERAMOBIM)
02 – (02/10) – Laynara Sousa da Silva (bala) – Rua 118/Bairro Conjunto Timbó (MARACANAÚ)
03 – (03/10) – Sara da Silva Conceição (bala) – R. Sargento João Pinheiro/Jatobá/Siqueira (CAPITAL)
04 – (04/10) – Jéssica Victor de Lima (bala) – Sede (LIMOEIRO DO NORTE)
05 – (06/10) – Janaína da Silva Rodrigues (bala) – Rua da Conquista/Bairro de Fátima (CAPITAL)
06 – (07/10) – Ana Paula Pitombeira da Silva (bala) – Rua Democrata/Bairro Granja Portugal (CAPITAL)
07 – (08/10) – Vítima não identificada (bala) – Lagoa da Precabura (EUSÉBIO)
08 – (09/10) – Vítima não identificada (achado/faca) – (CAUCAIA)
09 – (11/10) – Mirla Gomes Matos (bala) Travessa Vicente de Castro/B. Cais do Porto (CAPITAL)
Suspeito relatou à polícia que a mulher morreu em um acidente de trânsito
Um homem foi preso suspeito de ter assassinado a esposa em Aurora, no interior do Ceará. A prisão ocorreu na última terça-feira (16). Segundo a Polícia Civil, em depoimento o homem revelou que a esposa faleceu devido um acidente de trânsito, no entanto, após desdobramento das investigações, foi encontrado indícios que o homem teria matado a mulher a golpes de barra de ferro.
O suspeito, Francisco Erivan Rangel Filho (38), casado há mais de 20 anos com a vítima, Aparecida Ferreira Lima Rangel (40), afirmou que ele e sua esposa, estavam voltando de um balneário numa motocicleta, na noite de domingo (14), quando sua companheira que estava na garupa da moto, se desequilibrou e caiu na Rodovia Ce 288, quando foi atropelada por um veículo.
De acordo com informações preliminares, o suspeito teria noticiado a família da vítima, que teria sofrido um acidente de trânsito, no qual Aparecida veio a óbito. Ao ser indagado pela Polícia Civil sobre dados do veículo, como cor, modelo ou alguma informação mais relevante, Francisco informou não saber de nada, que estava passando mal e precisava ser medicado, foi atendido no hospital da região e depois de uma hora evadiu-se do local, não sendo mais encontrado.
O que causou estranhamento nos policiais, foi que no local indicado pelo suspeito como local do acidente, não havia indícios de colisão e os ferimentos no corpo da vítima não eram característicos de atropelamento, apenas lesões na cabeça que ocasionaram traumatismo craniano. Os moradores da localidade e familiares de Aparecida Ferreira, começaram a relatar aos agentes, que o casal matinha um relacionamento conturbado e que Francisco Erivan, já tinha até ameaçado a vítima de morte.
Durante as buscas os policiais civis encontraram uma barra de ferro na localidade com manchas de sangue, que seria o instrumento utilizado para prática do crime. Foram coletadas amostras e enviadas para a Perícia Forense do Estado Ceará (Pefoce). Diante dos fatos foi representado pela custódia cautelar, sendo decretada e cumprida nessa terça prisão temporária do investigado. O andamento do inquérito segue na Delegacia Municipal de Aurora.