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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

VENDEDOR DE ÁGUA FOI UTILIZADO COMO 'LARANJA' EM FRAUDE E RECEBEU R$ 350 MIL NA CONTA BANCÁRIA

Operação Onzenário, da PF, teve como alvo o 'esquema dos consignados', criado dentro do Governo do Estado entre 2008 e 2014, e prendeu quatro suspeitos, inclusive o ex-genro do ex-secretário da Casa Civil do Ceará

Legenda: Operação Onzenário investigou fluxo intenso de capitais obtidos de forma criminosa em prejuízo dos servidores públicos estaduais
Foto: Polícia Federal

Um vendedor de água no Município de Catunda, desempregado, mas com R$ 350 mil na conta bancária. A movimentação suspeita faz a Polícia Federal (PF) acreditar que ele foi um 'laranja' utilizado pelo 'esquema dos consignados', criado dentro do Governo do Estado entre 2008 e 2014, que foi desarticulado na Operação Onzenário, nesta quinta-feira (3).

O 'laranja', que não teve a identidade revelada, foi intimado a prestar depoimento pela PF nesta manhã. "Ele está sendo ouvido para esclarecer o que justifica o trânsito desse valor, ilícito, que a operação aponta. Oriundo de uma fraude, um empréstimo consignado fraudulento, oriundo de juros ilícitos", afirma o delegado federal Alan Robson Alexandrino.

Segundo o delegado, outros 'laranjas' também participavam do esquema criminoso e já foram ouvidos no curso da investigação. "Há pessoas fictícias, que não existem de fato, mas têm o documento criado", aponta, sobre a prática de falsidade ideológica, cometida por outros 'laranjas'.

Secretário investigado

O ex-genro de um ex-secretário estadual da Casa Civil e mais três pessoas foram presas temporariamente na Operação Onzenário, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (3). Além das prisões, a Justiça Federal determinou também o bloqueio e o sequestro de R$ 106 milhões - foram apreendidos veículos de luxo, obras de arte e dinheiro e bloqueados valores de contas bancárias.

De acordo com a PF, há indícios de participação indireta de um ex-secretário da Casa Civil do Estado do Ceará, à época dos fatos em apuração (2008 a 2014). Conforme o período citado, trata-se de Arialdo Pinho, atual secretário de Turismo do Governo Camilo Santana. Pelo menos um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de Arialdo.


Arialdo Pinho também prestou depoimento na PF sobre os fatos investigados. Entretanto, a defesa do secretário ainda não teve acesso ao Inquérito Policial. "O depoimento ficou bastante prejudicado e o nosso trabalho, também. Porque não há maiores informações. Aguardamos autorização para o acesso. Há um desejo de esclarecer imediatamente, mas sem ter acesso aos autos da investigação fica impossível", indica o advogado Ernando Sobrinho.

O ex-genro do secretário é Luis Antônio Ribeiro Valadares de Sousa, conforme noticiado pelo Diário do Nordeste em setembro de 2011, em denúncia feita pelo deputado estadual Heitor Férrer na Assembleia Legislativa do Ceará. Segundo a PF, ele é o proprietário de uma empresa que se beneficiou de uma fraude a licitação no Governo do Estado, em 2008, quando ficou responsável por intermediar créditos consignados de servidores públicos com instituições financeiras.

Além de Catunda, a Polícia Federal cumpre mandados em Trairi, Eusébio e Fortaleza, no Ceará; Salvador (Bahia); e São Paulo (capital). São 26 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão temporária.

Movimentação de R$ 600 milhões

Conforme a PF, a Operação Onzenário investigou fluxo intenso de capitais obtidos de forma criminosa em prejuízo dos servidores públicos estaduais, através de investimentos, aquisições imobiliárias e simulação de aquisição de cotas de sociedade empresarial, em engenhoso esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Ao total, teria sido movimentado ao menos R$ 600 milhões em créditos.

Os crimes investigados são de associação criminosa, corrupção, fraude em licitação, crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro, culminando em enriquecimento ilícito dos investigados, que são servidores públicos, ex-gestores de instituições financeiras e empresários, em detrimento do sistema financeiro nacional e dos servidores públicos estaduais do Estado do Ceará obrigados a arcar com juros mais elevados em operações de crédito. 

Os mandados foram deferidos pela Justiça Federal, decorrente de investigação em inquérito policial que apura os supostos crimes, que teriam ocorrido entre os anos de 2008 e 2014, segundo a PF, em indícios de conluio entre agentes públicos estaduais, ex-gestores de instituições financeiras e empresários que atuaram no direcionamento ilícito de operações de crédito consignadas em folha dos servidores do governo do Estado do Ceará.

BLOG SINHÁ SABOIA/ F: DN

quarta-feira, 24 de julho de 2019

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA SUPOSTOS 'PATROCINADORES' DE HACKERS DE MORO

Foi apontada incompatibilidade financeira dos acusados, que movimentaram R$ 627 mil com renda mensal de R$ 5.058 em dois períodos

O ministro da Justiça, Sergio Moro

Adriano Machado/Reuters - 2.7.2019

A Polícia Federal (PF) investiga supostos patrocinadores do grupo preso sob suspeita de hackear os celulares do ministro da Justiça Sérgio Moro, de delegados da PF e de juízes.

Ao decretar a prisão temporária de quatro investigados, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10º Vara Federal de Brasília, apontou para a incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal de casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suellen Priscila de Oliveira, que em dois períodos de dois meses - abril a junho de 2018 e março a maio de 2019 - movimentou R$ 627 mil com renda mensal de R$ 5.058.

"Diante da incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal de Gustavo e Suelen, faz-se necessário realizar o rastreamento dos recursos recebidos ou movimentados pelos investigados e de averiguar eventuais patrocinadores das invasões ilegais dos dispositivos informáticos (smartphones)", registrou.

Além do casal, também foram presos Walter Delgatti Neto e Danilo Cristiano Marques. Os presos foram transferidos para Brasília. Segundo a PF, por questão de espaço, dois deles permaneceram na carceragem da superintendência e os outros dois foram levados por volta das 23h desta terça-feira (23) para local não informado.

Um dos endereços alvo de buscas nesta terça foi a residência da mãe de Gustavo Henrique Elias Santos, em Araraquara (SP). Santos, no entanto, foi preso na capital paulista. Ele trabalha com shows e eventos, segundo investigadores.

Além do casal, detido em São Paulo, a PF prendeu em Araraquara Walter Delgatti Neto, que já responde a processos por estelionato. Segundo informações da Justiça Eleitoral, ele foi filiado ao DEM. A defesa de Delgatti Neto não foi localizada. Há ainda, um quarto preso, em Ribeirão Preto (SP), Danilo Cristiano Marques.

O inquérito está sendo conduzido pelo delegado Luiz Flávio Zampronha, que, em 2005 e 2006, presidiu o inquérito do mensalão.

BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: R7

quarta-feira, 26 de junho de 2019

PF CUMPRE MANDADOS DE PRISÃO CONTRA ORGANIZAÇÃO QUE DESVIOU R$ 15 MILHÕES EM APOSENTADORIAS NO CEARÁ


Cerca de 90 policiais federais executam ainda 16 mandados de busca e apreensão em Fortaleza e cidades da Região Metropolitana



A Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada em fraudar o beneficio previdenciário por idade rural no Ceará. O esquema causou prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos. A Operação intitulada como Frenesi é realizada em parceria com o Ministério da Economia foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (26). 

Ao todo, são dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e outros 16 de busca e apreensão executados por cerca de 90 policiais federais, com o apoio de cinco servidores da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia. A operação é realizada em Fortaleza, Redenção, Maracanaú, Acarape e Pacatuba. As investigações iniciaram em 2014, após denúncia recebida pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT).

Servidor identificado 

As investigações identificaram o servidor do INSS que estaria à frente de organização. O suspeito envolveu familiares e outras pessoas no esquema. 

O chefe da organização concedia benefícios rurais de aposentadoria por idade para pessoas da área urbana, que nunca foram trabalhadoras da zona rural, em troca de propina pagas com empréstimos consignados no benefício.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, estelionato majorado e inserção de dados falsos em sistemas corporativos do Governo Federal.

A PF acredita que, com a desarticulação da organização criminosa, serão evitados prejuízos aos cofres públicos na ordem de R$ 157,4 milhões.

BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN

terça-feira, 21 de maio de 2019

EMPRESÁRIO DO RAMO DE MÓVEIS NO CEARÁ É INVESTIGADO PELA PF POR DESVIO DE R$ 2,4 MILHÕES

Em Fortaleza, agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (21), no Ceará, a "Operação Furniture", que investiga um empresário do ramo de móveis planejados que desviava recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), das contas da empresa para contas de familiares, causando um prejuízo de mais de R$ 2,4 milhões ao Banco do Nordeste (BNB). 

Em Fortaleza, os policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão, determinados pela 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará, e três mandados de intimação expedidos pela Polícia. A Justiça Federal ordenou, ainda, a indisponibilidade de bens dos envolvidos.

Os investigados poderão responder pela prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e associação criminosa, de acordo com o nível de participação.

O nome da operação é uma alusão ao objeto social da empresa, que se prestava supostamente à fabricação de móveis projetados.

BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN