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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

CORPO DE SÉTIMA VÍTIMA DO DESABAMENTO DO EDIFÍCIO ANDREA É RETIRADO DOS ESCOMBROS

A vítima trata-se de Vicente de Paula Vasconcelos de Menezes. Uma outra pessoa reclamada como desaparecida, Francisco Erivelton dos Santos, não estava no prédio no momento do desastre


O corpo da sétima vítima que morreu no desabamento do Edifício Andrea foi retirado por volta das 16h20 desta sexta-feira (18) pelo Corpo de Bombeiros. Trata-se de Vicente de Paula Vasconcelos de Menezes, de 86 anos. A informação foi confirmada pelo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luís Eduardo Holanda. 

Ainda segundo o comandante, um outro homem que estava na lista de desaparecidos não estava no prédio no momento do desabamento. Um irmão de Francisco Erivelton dos Santos havia reclamado que ele seria uma possível vítima, mas investigações posteriores apontaram que Erivelton não estava no edifício. Dessa forma, somente duas pessoas ainda se encontram sob os escombros.

Vicente de Paula é avô do primeiro resgatado com vida do prédio, o jovem Fernando Marques, marido de Izaura Marques Menezes, e pai de Rosane Marques de Menezes, ambas encontradas mortas sob os escombros.

Até o momento, sete pessoas foram retiradas com vida, enquanto outras sete morreram.

MORTES CONFIRMADAS

1) Frederick Santana dos Santos, 30 anos, era entregador de água e estava no mercantil ao lado do prédio, no momento do desabamento. Bombeiros confirmaram a morte por volta das 23h30 da noite de terça-feira (15). 

2) Maria da Penha Bezerril Cavalcante, 81 anos. Inicialmente, os bombeiros confirmaram apenas a morte de uma mulher não identificada na quarta-feira (16). O corpo dela permaneceu nos escombros até a quinta-feira (17), quando foi retirado pelos bombeiros por volta das 19h, segundo a SSPDS. 

3) Izaura Marques Menezes, de 81 anos, é avó do primeiro resgatado com vida do prédio, o jovem Fernando Marques. Os bombeiros confirmaram a morte por volta das 17h30 na quarta-feira (16). De acordo com a corporação, o corpo foi encontrado ao meio-dia e eles não conseguiram identificar a vítima. A SSPDS, depois, identificou ela como Izaura Marques Menezes, após exames de odontologia forense (arcada dentária).

4) Antônio Gildasio Holanda Silveira, de 60 anos, O corpo dele foi retirado dos escombros na manhã da quinta-feira (17). Foi identificado por meio da impressão digital

5) Nayara Pinho Silveira, 31 anos, psicóloga. O corpo dela foi encontrado por volta de meio-dia desta quinta-feira (17), mas, no momento do resgate, a vítima ainda não havia sido identificada.

6) Rosane Marques de Menezes, de 56 anos. O corpo foi retirado dos escombros às 21h10 da quinta-feira (17). Rosane era mãe de Fernando Marques, a primeira vítima resgatada com vida dos escombros. Ela era filha de Izaura Marques, que também falecei na tragédia. O pai de Rosane, Vicente de Paula, continua desaparecido nos escombros. 

7) Vicente de Paula Vasconcelos de Menezes, de 86 anos. Ele é avô do primeiro resgatado com vida do prédio, o jovem Fernando Marques. Já a esposa Izaura Marques Menezes e a filha Rosane Marques de Menezes também morreram na tragédia.


QUEM ESTÁ DESAPARECIDO

1) José Eriverton Laurentino Araújo, de 39 anos, cuidador dos idosos Vicente de Paula e Izaura Marques Menezes.

2) Maria das Graças Rodrigues, de 53 anos, síndica do Edifício Andrea.



QUEM SÃO AS PESSOAS RESGATADAS COM VIDA

1) Fernando Marques, 20 anos, foi o primeiro resgatado com vida dos escombros. Os corpos da vó dele, Izaura Marques, e da mãe, Rosane Marques, foram retirados dos escombros. 

2) Antônia Peixoto Coelho, 72 anos, está na UTI de um hospital particular de Fortaleza. Ela teve traumatismo torácico e craniano. 

3) Cleide Maria da Cruz Carvalho, 60 anos. Foi encaminhada para hospital com ferimentos no corpo. Quadro de saúde é estável;

4) Davi Sampaio, universitário do curso de Arquitetura e tem 22 anos. O jovem, que sofreu escoriações, fez selfie nos escombros e enviou para a família. Ele teve alta hospitalar na tarde desta quarta (16);

5) Gilson Gomes, 53 anos, trabalhava próximo ao local e estava no mercantil ao lado do prédio, no momento da desabamento. Ele quebrou as duas pernas e está internado no IJF

6) Francisco Rodrigues Alves, 59 anos, porteiro e zelador do Edifício Andrea. Ele aparece correndo em um vídeo do momento do desabamento. Está internado no IJF;

7) João Ycaro Coelho de Menezes, 35 anos, foi resgatado às 15h de terça-feira (15). Ele é sobrinho da idosa Antônia Peixoto Coelho, 72 anos, também resgatada com vida. Ele é engenheiro de computação, teve escoriações no momento do desabamento e foi encaminhado para o Frotinha de Messejana. Ficou em observação, fez exames e teve alta nesta quarta (16).

BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

BUSCAS SOB ESCOMBROS DE PRÉDIO QUE DESABOU EM FORTALEZA SEGUEM NESTA QUARTA; ENTULHOS SÃO RETIRADOS


Buscas por sobreviventes foram retomadas na manhã desta quarta-feira (16)José Leomar/SVM
O trabalho de buscas por vítimas do desabamento do Edifício Andrea segue nesta quarta-feira (16), sem interrupções desde o primeiro atendimento à ocorrência, com o revezamento de equipes do Corpo de Bombeiros.

Às 9h50, os bombeiros ouviram um assobio. Era uma vítima se comunicando. Os militares então pediram silêncio total das pessoas no local. A pessoa soterrada está perto do caminhão estacionado ao lado do mercadinho atingido pelos destroços. 


Os bombeiros deram início, ainda na madrugada, à retirada dos entulhos, que são levados por caminhões que acessam o local e cerca de 150 voluntários se revezam com auxílio no resgate e ajuda a vítimas.
VÍDEO MOSTRA SÍNDICA, PORTEIRO E TRABALHADORES DA REFORMA

Em nova imagens divulgadas nesta quarta-feira (16), é possível ver o momento exato que pessoas próximas ao prédio correm enquando o edifício desaba. No vídeo, identifica-se uma pessoa do lado de fora, e outras 5 correndo dentro das instalações do prédio. Das 5 pessoas de dentro do prédio, tem-se notícia apenas de uma delas: o porteiro e zelador do condomínio, Francisco Rodrigues da Silva, que correu no momento da tragédia e conseguiu sobreviver. 

Em contato com nossa equipe, Francisco Rodrigues confirmou ser uma das pessoas que aparece no vídeo e revelou que as outras quatro pessoas são a síndica do Edifício Andrea, Maria das Graças, e três homens que trabalhavam na reforma do prédio, iniciada na segunda-feira (14), um dia antes do desastre. Até o momento, os bombeiros ainda não informaram sobre o paradeiro deles. 



Em entrevista do Sistema Verdes Mares, o porteiro afirmou que foi uma "tragédia anunciada". " O prédio já vinha nos avisando que ia cair. Eu tinha medo e muitas pessoas também", afirmou. No vídeo, a sexta pessoa, que está sentado em uma cadeira na calçada, é o vigilante Vando Pereira. "Eu estava sentado lá trabalhando como eu sempre fico na frente do prédio. Ouvi um estalo grande. Quando eu olhei, já vi aquele poeiral. De repente estava tudo pelo chão, você não enxergava mais nada. Saí correndo e graças a Deus consegui sobreviver", disse em entrevista na terça-feira (15), logo após o desabamento do prédio. Vando trabalha numa loja que fica perto do edifício. 

DADOS ATUALIZADOS E OFICIAIS DO CORPO DE BOMBEIROS

A primeira vítima foi um entregador de água que estava em um mercadinho atingido pelos destroços, conforme informação do Corpo de Bombeiros. A segunda morte é de uma mulher ainda não identificada. Ela foi encontrada na madrugada e ainda está sob os escombros. 



3 mortes
7 seguem desaparecidos nos escombros
9 resgatados com vida
19 vítimas no total



QUEM SÃO AS PESSOAS RESGATADAS COM VIDA

1) Fernando Marques, 20 anos, foi o primeiro resgatado com vida dos escombros;

2) Antônia Peixoto Coelho, 72 anos. Estado de saúde é considerado grave;

3) Cleide Maria da Cruz Carvalho, 60 anos. Foi encaminhada para hospital com ferimentos no corpo. Quadro de saúde é estável;

4) Davi Sampaio, universitário do curso de Arquitetura de 22 anos. O jovem, que sofreu escoriações, fez selfie nos escombros e enviou para a família. Ele teve alta hospitalar na tarde desta quarta (16);

5) Gilson Gomes, 53 anos, trabalhava próximo ao local e estava no mercantil ao lado do prédio, no momento da desabamento. Ele quebrou as duas pernas e está internado no IJF

6) Francisco Rodrigues Alves, 59 anos, porteiro e zelador do Edifício Andrea. Ele aparece correndo em um vídeo do momento do desabamento. Está internado no IJF;

6) Existem ainda mais 3 vítimas que foram resgatadas com vida, mas não há informações sobre a identidade delas.



CHUVA DURANTE RESGATE

Pela manhã, a chuva que caiu sobre a Capital diminuiu o ritmo do trabalho por alguns momentos mas, tão logo acabou, as equipes retomaram os trabalhos sobre os escombros.

Segundo um bombeiro, a chuva fraca não atrapalha o serviço e pode até ajudar, pois baixa a poeira e ameniza o calor. Se a precipitação for mais forte, contudo, é recomendado que o trabalho seja suspenso, porque há risco, inclusive, para a equipe de resgate.
DESABAMENTO: ENTENDA O QUE HOUVE

O Edifício Andrea desabou na manhã desta terça-feira (15), por volta das 10h28, no cruzamento da Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli, no Bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

A Prefeitura de Fortaleza afirmou na tarde desta terça que o prédio foi construído de maneira irregular. Segundo a prefeitura, até o ano de 1995 existia uma residência no lugar do Edifício Andrea. O primeiro imóvel foi construído na década de 1970. A prefeitura revelou ainda que a construção irregular dos sete pavimentos é o motivo pelo qual não há registros oficiais do prédio. 

O presidente do Conselho Regional de Engenharia do Ceará (Crea-CE), Emanuel Maia Mota, afirmou durante entrevista coletiva, que também não tem registro ou nome de um engenheiro responsável pela construção do Edifício Andrea. 

“Aqui no Crea a gente está constituindo uma comissão que vai levantar informações acerca da responsabilidade, dos profissionais que estavam ali na nuvem, digamos assim, de serviços a serem executados, e vamos repassar isso para a Defesa Civil, para a perícia, enfim”, afirmou ele. 

Emanuel Maia Mota disse também que foi registrada, uma Anotação de Responsabilidade Técnica informando uma reforma de recuperação de construções e pintura no Edifício Andrea, que ia custar R$ 22.200. O documento é exigido sempre que condomínios ou donos de casas vão fazer uma obra no imóvel. 

Mota explica que a anotação entrou segunda-feira nos registros do Crea-CE em nome de um engenheiro que informava que uma reforma seria executada no prédio, sem especificar em que área seria esta obra. 

Sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento de registro da reforma, o presidente do Crea acrescentou que uma vez que o engenheiro faz o registro do serviço, ele se autodeclara responsável pelas obras. 

"O engenheiro passa a assumir tudo após esse registro e quando ele faz de forma genérica, essa responsabilidade é muito mais ampla. Se ele tivesse descrito o que ele estava fazendo e que tipo de procedimento ia ser executado, as responsabilidades iam se restringindo. Dependendo da responsabilidade apontada pela perícia que será feita no local, no Crea ele pode responder à resolução 1090, que prevê a suspensão do registro profissional. 

BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN

terça-feira, 15 de outubro de 2019

UNIVERSITÁRIO FAZ SELFIE ANTES DE SER RESGATADO DE ESCOMBROS DE PRÉDIO QUE DESABOU EM FORTALEZA


Um jovem que foi resgatado do Edifício Andrea fez uma selfie enquanto ainda estava nos escombros do prédio que desabou às 10h28 desta terça-feira, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. 

Estudante de arquitetura, Davi Sampaio enviou a imagem para a família, para tranquilizar os parentes e ajudar no momento do resgate. 

Até o momento, foi confirmada a morte de uma pessoa. O Corpo de Bombeiros está no local fazendo trabalho de resgate das vítimas.


BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN

IMAGENS AÉREAS MOSTRAM CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO DE PRÉDIO QUE DESABOU EM FORTALEZA

Pelo menos uma morte foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros

Imagens aéreas feitas pelo Sistema Verdes Mares (SVM), mostram o cenário de destruição do prédio de sete andares, Edifício Andrea, que desabou na manhã desta terça-feira (15) no cruzamento da Rua Tomás Acioli com Rua Tibúrcio Cavalcante, no Bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.


BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN

segunda-feira, 3 de junho de 2019

DONO DE PRÉDIO QUE DESABOU PARCIALMENTE NA MARAPONGA VAI INDENIZAR MORADORES

A indenização deve cobrir despesas com bens materiais e logística de mudança e outros transtornos gerados pelo incidente

16 famílias que moravam no local estão abrigadas em casas de parentes após terem de deixar o prédio devido ao desabamentoFoto: José Leomar
Após desabamento parcial e inclinação de um prédio na Maraponga no último sábado (1º), moradores receberão indenização dos poprietários do edifício. O valor deve cobrir despesas relacionadas a perdas de bens materias, logística de mudanças e outros transtornos gerados pelo incidente. De acordo com Gerônimo de Abreu, advogado dos donos, os moradores já começaram a ser chamados para conversar e definir os valores de indenização nesta segunda-feira (4). 

"Já estou convocando as pessoas para negociarmos. nós vamos conversar e avaliar a extensão dos danos de cada família. Pedimos para todos elaborarem um relatório resumindo os pertences que tinham em suas residências. Cada caso é um caso", pondera o advogado.

As 16 famílias que moravam no local estão abrigadas em casas de parentes após terem de deixar o prédio devido ao desabamento. Documento emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE) dará início às investigações para descobrir as causas do incidente. Nas últimas semanas, moradores já vinham denunciando problemas estruturais no edifício. 

Ainda de acordo com Gerônimo de Abreu, laudo emitido por um engenheiro no último dia 30 de maio, dois dias antes do incidente será utilizado para fins de investigação. Em vistoria, o profissional atestou que não havia risco de desabamento. "Esse parecer está equivocado", destaca o advogado.

BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN

sábado, 1 de junho de 2019

COLUNAS "ESTOURAM" E PRÉDIO RESIDENCIAL CORRE RISCO DE DESABAR NA MARAPONGA

Cerca de 16 famílias que moravam no edifício foram retiradas do local; 12 casas que ficam próximo ao prédio foram evacuadas pela Defesa Civil



Um edifício residencial corre o risco de cair após a ruptura de colunas de sustentação terem cedido na tarde deste sábado (1º), no bairro Maraponga, em Fortaleza. O prédio chegou a desabar parcialmente e ficou com a estrutura comprometida.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, 16 famílias foram removidas dos apartamentos do prédio de quatro andares localizado na Travessa Campo Grande. Cerca de 12 casas que ficam próximo ao prédio tiveram de ser evacuadas por equipes da Defesa Civil.

A Defesa Civil do Município de Fortaleza informou que enviou duas equipes do Núcleo de Ações Emergenciais foram ao local para realizar uma vistoria e isolar a área, além de dar apoio às famílias.

De acordo com Silvia Leite, da Defesa Civil, cestas básicas e colchonetes foram enviados para as famílias. Todas serão abrigadas e receberão assistência.


BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN