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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

OPERAÇÃO GÊNESIS DESARTICULA QUADRILHA FORMADA POR 17 POLICIAIS MILITARES E TRAFICANTES NO CEARÁ

Organização criminosa é suspeita de crimes como extorsão, roubo e tráfico de drogas

Legenda: Promotores de Justiça e policiais cumprem 5 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão
Foto: Divulgação/ MPCE

Duas novas fases da Operação Gênesis, deflagradas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), nesta quinta-feira (2), desarticularam uma quadrilha formada por 17 policiais militares e por traficantes, que cometiam diversos crimes no Estado, como extorsão, roubo e tráfico de drogas.

Promotores de Justiça e policiais cumprem 5 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Pacatuba e Maranguape.

As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPCE, e da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS identificaram "a existência de uma organização criminosa encabeçada por um policial militar, a qual era formada, eminentemente, por policiais militares e por pequenos e médios traficantes locais", segundo o Ministério Público.

O grupo era responsável pela prática de uma série de graves infrações penais, dentre elas: extorsão, roubo, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, organização criminosa, corrupção passiva e comércio irregular de armas e munições."

MINISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ

Em publicação

"O intuito era neutralizar a concorrência no comércio de entorpecentes nas áreas de atuação. Eles se aproveitavam da condição de agentes da lei para cobrar propinas, obter informações privilegiadas acerca de infratores rivais do grupo e, até mesmo, revender os materiais apreendidos, o que lhes rendiam vantagens financeiras", completa.

Os mandados judiciais foram expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas e pela Vara da Auditoria Militar do Estado do Ceará e cumpridos com apoio do Departamento Técnico Operacional (DTO), da Polícia Civil do Ceará (PC-CE) e da Assessoria de Inteligência da Policial Militar (Asint) e do Comando Geral da Polícia Militar do Ceará (PMCE).

OUTRAS FASES DA OPERAÇÃO GÊNESIS

O Ministério Público do Ceará detalha que a Operação Gênesis teve início no final do ano de 2016, "com o objetivo de desvendar as ações delituosas de grupos ligados a organizações criminosas, responsáveis pelo tráfico de drogas e armas, assaltos e homicídios na capital cearense e Região Metropolitana de Fortaleza. Durante a investigação, foi possível identificar o envolvimento de traficantes com policiais, que se estruturaram de forma organizada para realizar vários crimes".

A organização criminosa era integrada, em sua maioria, por agentes e ex-agentes de segurança pública do Estado, além de pequenos e médios traficantes locais. Juntos, eles praticaram uma série de infrações penais, notadamente os crimes de extorsão, organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo e outras condutas correlatas.

Segundo o MPCE, os alvos dos policiais eram cuidadosamente escolhidos entre traficantes com considerável poder aquisitivo ou que já tinham alguma passagem pela Polícia, o que facilitava as exigências, as abordagens e o alcance das vantagens almejadas pelo grupo. Os agentes públicos tinham acesso ao sistema de informações da Polícia para selecionar as “vítimas” e planejar as ações.

Ao total, já foram expedidos pela Justiça Estadual 104 mandados de prisão preventiva, assim como 137 mandados de busca e apreensão nas dez fases da Operação Gênesis.

SINHÁ SABOIA/ DN

quarta-feira, 13 de julho de 2022

OPERAÇÃO DA PF CONTRA TRÁFICO INTERNACIONAL PRENDE DUAS PESSOAS NO CEARÁ

Durante as investigações, iniciadas em 2021, foram realizadas apreensões de drogas nos portos de Fortaleza, Santos, Salvador, Natal e Barbacena.


Uma operação da Polícia Federal contra uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de droga prendeu duas pessoas no Ceará. Dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão foram cumpridos em Fortaleza nesta quarta-feira (13).

A organização é especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro que atuava em portos das regiões Nordeste e Sudeste, principalmente, em Natal, Salvador e Baixada Santista.

Ao todo, são cumpridos na Operação Maritimum 46 mandados de prisão preventiva e 90 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal (RN).

As ações ocorrem no Rio Grande do Norte, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Pará. Não há informações sobre a quantidade e em quais cidades cearenses os mandados são cumpridos.

'Contaminação' de contêineres

Conforme a PF, durante as investigações iniciadas no final de 2021 foi identificado um grupo logístico responsável pelo transporte e armazenamento da droga oriunda da fronteira do Brasil com os países produtores e, em seguida, realizada a “contaminação” de contêineres, ou seja, introduziam entorpecentes nas cargas de frutas e outras mercadorias que teriam como destino os portos da Europa.

Durante o transcorrer do inquérito foram realizadas apreensões de drogas nos Portos de Santos (SP), Salvador (BA), Natal (RN), Fortaleza (CE) e Barcarena (PA), além da interceptação de cargas nos países europeus de destino (Bélgica, França e Países Baixos), totalizando cerca de 8 toneladas de cocaína apreendidas durante o curso da investigação.

A polícia também identificou que três dos maiores traficantes em atividade no Brasil eram os destinatários dessa droga no exterior, um deles preso recentemente na Hungria.

Além dos integrantes do núcleo operacional da quadrilha, diversas pessoas físicas e empresas foram utilizadas para lavar o dinheiro do crime, ocultando a origem dos valores ilícitos por meio de uma rede estruturada de tráfico internacional de drogas por intermédio da exportação de mercadorias.

Nesse ponto, conforme a PF, foi deferido o bloqueio do valor de R$ 169,6 milhões nas contas bancárias dos investigados.

Os presos nesta operação estão sendo encaminhados para as sedes da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Pará, e responderão na medida das suas participações, pelos crimes de integrar organização.

O nome da Operação “Maritimum” é uma alusão a forma de operar da organização criminosa que utilizava o transporte marítimo para exportar a cocaína aos portos europeus.

BLOG SINHÁ SABOIA/ G1 CE