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domingo, 3 de novembro de 2019

FOTO COM PROPOSTA DA REDAÇÃO DO ENEM VAZA MINUTOS APÓS INÍCIO DA PROVA

O Inep informou que a imagem da prova do Enem 2019 que circula nas redes sociais é real. "É importante esclarecer que a divulgação, que ocorreu após o início da aplicação, não prejudicou o andamento do exame", disse o órgão

"Os órgãos competentes já foram acionados pelo Inep para identificar a origem e o responsável pela divulgação da imagem", informou o órgãoFoto: Reprodução
Minutos após o início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 já circulava nas redes sociais a imagem da página com a proposta da redação. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela aplicação da prova, confirmou que a imagem é real, mas diz que o vazamento não prejudicou o andamento do exame.

"O Inep informa que é real a imagem da prova do Enem 2019 que circula nas redes sociais. É importante esclarecer que a divulgação, que ocorreu após o início da aplicação, não prejudicou o andamento do exame. Todos os participantes já tinham passado pelos procedimentos de segurança e estavam nos locais de prova", disse o órgão em nota.

"Os órgãos competentes já foram acionados pelo Inep para identificar a origem e o responsável pela divulgação da imagem", completa.

O edital do Enem prevê que, após entrar no local de prova, o candidato não possa usar celular ou qualquer dispositivo eletrônico. Os portões do local de prova fecharam às 13h e o exame teve início às 13h30. Cerca de 30 minutos depois, a foto com a página da redação já circulava nas redes sociais.

BLOG SINHÁ SABOIA/ FONTE: DN

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

MPF-CE PEDE SUSPENSÃO DA REDAÇÃO DO ENEM POR SUSPEITA DE VAZAMENTA

Em nova ação, MPF pede, no mérito, nulidade da redação do Enem.
PF fez duas operações para combater fraudes em oito estados.


               Candidato estava com texto sobre o tema da redação do Enem (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) entrou com nova ação civil pública na Justiça Federal, na tarde desta segunda-feira (7), pedindo a suspensão da validade da redação do Enem, desta vez, por suspeitas de vazamento. A Polícia Federal prendeu candidatos no Ceará e no Amapá flagrados com o tema da redação do Enem neste domingo (6).
Na ação, o procurador da República Oscar Costa Filho requer – em caráter  liminar - a suspensão da validade jurídica da prova de  redação e, no mérito, a nulidade da prova de redação. Distribuída para a 8ª Vara Cível da Justiça Federal no Ceará, a ação será julgada pelo juiz titular Ricardo Cunha Porto.
Procurador Oscar Costa Filho pede a nulidade da
redação (Foto: MPF/Divulgação)
“O pedido é o mesmo, o que muda nesta ação é a fundamentação”, explica o procurador. Com a ação, o procurador quer  que a nota da redação só passe a valer como pontuação final caso a Justiça negue a ação proposta pelo MPF. Por outro lado, se a Justiça aceitar o argumento de que o esquema de segurança foi burlado e que candidatos tiveram acesso ao tema e, possivelmente, ao gabarito das provas, as notas de redação seriam descartadas e a nota final do Enem 2016 passaria a ser composta apenas pelas notas das provas objetivas.
"A violação do sigilo das informações da prova do Enem 2016 está a comprometer tanto a lisura do exame, quanto o direito fundamental de milhões de estudantes de verem respeitado o seu direito à educação e ao acesso ao nível superior de ensino", afirma o procurador Oscar Costa Filho na Ação.
Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Polícia Federal esclarecem que as operação deflagradas neste domingo são reflexo da ação conjunta entre as instituições [...]. A nota diz, ainda, que "os casos identificados, que estão sob investigação, delimitarão a responsabilidade dos envolvidos". Por fim, as duas instituições "reiteram o empenho para apurar os fatos, garantindo que não haja prejuízo aos participantes". 
Ações
MPF-CE já teve um pedido de suspensão do Enem 2016 negado pela Justiça Federal quando solicitou, na quarta-feira (2), a suspensão das provas no país, após o Ministério da Educação (MEC) decidir adiar a prova para participantes que fariam o teste em escolas ocupadas em protestos contra a reforma do ensino médio e contra a PEC do teto dos gastos.
Justiça ainda não julgou o recurso ao procurador em relação ao indeferimento do priemiro pedido. No recurso, o procurador pediu que Judiciário se manifestasse quanto ao pedido adicional apresentado na quinta-feira, 3 de novembro. Na emenda, o MPF havia pedido que fosse suspensa a validade jurídica da prova de Redação do Enem até o julgamento da demanda, em alternativa à suspensão das provas realizadas no último fim de semana.
Em Fortaleza, a polícia encontrou no bolso de um homem de 34 anos o tema e o texto da redação pronto para ser transcrito. Ele recebeu o gabarito pelo celular e usou também um ponto eletrônico na sala do exame. Para a delegada da Polícia Federal  Fernanda Coutinho, coordenadora de segurança do Enem no Ceará, a prova pode ter sido vazada. "Essa prova foi vazada de alguma forma e, não sabemos como ainda, mas os gabaritos chegaram a candidatos antes mesmo de o exame iniciar, isso é fato".
A delegada disse que, geralmente, o esquema de fraude do Enem tem um "candidato piloto", que faz a prova e informa as respostas para outro, que repassar o gabarito. Mas, neste ano, a Polícia Federal obteve informações de que os gabaritos foram divulgados no horário da prova e antes, por meio do aplicativo WhatsApp.
Operações
Neste domingo (6), segundo e último dia de provas do Enem, a PF fez duas operações para combater fraudes em oito estados. Ao todo, 14 pessoas foram presas. Na operação chamada Jogo Limpo, a PF informou que foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão.

Na operação denominada Embuste, a polícia desmontou uma quadrilha que transmitia respostas da prova para candidatos de três estados – Minas Gerais, Bahia e Ceará. Foram cumpridos 28 mandados, sendo quatro de prisão temporária. De acordo com a PF, a maioria dos candidatos que recorreram à fraude pretendia ingressar em cursos de medicina.
G1