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quarta-feira, 27 de julho de 2022

CRIANÇA MORRE VÍTIMA DE DENGUE HEMORRÁGICA, EM SOBRAL-CE


Uma criança de 13 anos e identificada como Vladson da Silva Paiva, morreu após ser internada no Hospital Regional de Sobral, vítima de dengue hemorrágica. O garoto morava no bairro Vila União.

A reportagem do Sobral Portal de Notícias, entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Sobral e com o Hospital Regional Norte (HRN). Através da assessoria de imprensa, a SMS da princesa do norte confirmou o óbito, mas não deu mais informações. Já o HRN, não divulgou o diagnóstico da criança, pois a família não autorizou.

Os meninos da Sucan (Agentes de Combate às Endemias) fazem o trabalho aqui, mas tá faltando o carro da fumacê passar pela nossa rua. O bairro tá cheio de gente doente. Já não basta as muriçocas que a gente tem que aturar todo dia", reclamou uma moradora do bairro que não quis se identificar.

Só em 2022, a cidade já registrou mais de 2100 casos suspeitos de dengue, 363 casos suspeitos de chikungunya e 80 suspeitas de zika vírus.

Nos bairros da cidade, os índices de infestação já chegaram a quase 4%. De acordo com o gerente da célula da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UZV), Rafael Lima, o fumacê já passou nos bairros Vila União, Padre Palhano, Alto do Cristo e em algumas regiões do Centro.

O último boletim informativo das arboviroses divulgado pela Prefeitura de Sobral apontou que a cada 100 residências, 2 apresentaram foco do Aedes Aegypti.

Como se prevenir

Para se prevenir em períodos como este, com altos índices e risco de surto, a população deve redobrar os cuidados em casa e na rua.

A melhor forma de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti é evitando sua proliferação. O combate pode ser feito através da eliminação de objetos que acumulem água, e são potenciais criadouros, e da manutenção correta dos recipientes que armazenam o líquido, como caixas d'água.

BLOG SINHÁ SABOIA/ SPN

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SAÚDE: 'Virose da mosca' lota emergências no Interior

Com a chegada das chuvas, as moscas ressurgem e, com elas, as doenças sazonais - surto de diarreia, vômito, febre, dor de cabeça, dores musculares - que tem acometido um número crescente de moradores no Interior e na Capital. As emergências dos hospitais, de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os postos de saúde diariamente estão lotadas de pacientes com queixas semelhantes. 
                                                       
Na emergência do Hospital Regional de Iguatu, a toda hora, 
                chegam pacientes apresentando os sintomas da virose                ( Foto: Honório Barbosa )

O médico infectologista Ivo Castelo Branco Coelho lembra que o surto começou antes do Carnaval. "Todos os anos, nessa época, o problema se repete. Com as chuvas, os poços transbordam, o nível do lençol freático sobe e há a proliferação de moscas, que pousam no ambiente contaminado, disseminando o agente etiológico", detalha. Como suspeita-se que o principal vetor do surto é a mosca, que proliferou muito nas duas últimas semanas, popularmente, o quadro de náuseas, diarreia e febre passou a ser denominado "virose da mosca". Entretanto, o agente pode ser vírus ou bactéria. "Não sabemos a causa específica, o agente etiológico desse. Só com realização de exames", diz Castelo Branco. Na maioria dos casos, não há necessidade de internação. 

O tratamento é feito com hidratação oral. Se houver mais de dez evacuações por dia, com vômito, é preciso reidratação venosa, por algumas horas, em unidade de atendimento médico. Na emergência do Hospital Regional de Iguatu, a toda hora, chegam pacientes apresentando os sintomas da virose. O mesmo ocorre na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Não se tem uma estatística de aumento de casos dos últimos 15 dias, mas os médicos e enfermeiros dizem que o número de pacientes com a queixa da virose triplicou. O médico plantonista Carlos Alberto Brady Moreira disse que, de janeiro a março, é comum o surgimento dessas doenças: "É cíclico. As moscas proliferam e favorecem a contaminação". Ele reforça a necessidade de hidratação bem feita, principalmente em idosos e crianças. 

A médica pediatra Lúcia Abrantes, que também atende na emergência do Hospital de Iguatu, mostrou-se preocupada com o que chamou de descuido das mães em deixar de usar o soro caseiro ou mesmo do que é distribuído nas unidades do Programa Saúde da Família (PSF): "As crianças chegam com sintomas de desidratação. Nessas duas últimas semanas, houve um aumento significativo".

Por Diário do Nordeste 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Oito bebês morrem por microcefalia associada ao vírus zika no Ceará

Duas mortes estão em investigação para avaliar a associação com o zika.
Microcefalia é uma condição em que bebês nas em com o crânio menor.


Aedes aegypti (Foto: G1)
Aedes aegypti é o vetor do zika vírus que pode
causar a microcefalia (Foto: G1)
Oito bebês  morreram no Ceará por infecções e malformações congênitas decorrentes de microcefalia associado ao vírus zika. As mortes ocorreram nos municípios de Fortaleza(3), Jucás (1), Maracanaú (1), Morrinhos (1), Russas (1) e Tejuçuoca (1). Outros dois óbitos estão sendo investigados em Canindé e Crateús. As informações são do Boletim Epidemiológico divulgado na sexta-feira (5) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).
De acordo com o boletim, até o dia 4 de fevereiro foram notificados 275 casos de microcefalia no Ceará, identificados em 67 municípios. Do total, em 11 foi confirmada a relação entre a malformação do crânio da criança e o vírus contraído pela mãe durante a gestação. Em outros 254 casos, ainda se investiga se a microcefalia tem, ou não, relação com o vírus zika.
No sábado (13), o dia nacional de mobilização contra o mosquito. Cerca de 220 mil militares das Forças Armadas percorrerão 356 municípios pelo país considerados “endêmicos” pelo Ministério da Defesa.
OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou nesta quarta-feira (10) mulheres em áreas com a presença do vírus da zika a se protegerem, especialmente durante a gravidez, cobrindo o corpo contra mosquitos e praticando sexo seguro com seus parceiros.
A OMS acrescentou que as práticas sexuais seguras contra o zika incluem o uso correto e regular de preservativos, que considerou o método mais efetivo para a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. O vírus da zika foi achado no sêmen humano e estudos apontam para a possibilidade de transmissão desta doença pela via sexual, lembrou a OMS.
Os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde), se reuniram nesta quarta-feira (10) para discutir novas tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da zika. O vírus, segundo pesquisas científicas, está por trás do aumento de casos de microcefalia no país.
A reunião entre os três ministros durou cerca de uma hora e meia e não houve anúncio ou entrevista coletiva por parte deles. Segundo assessores de Wagner, na reunião, eles discutiram como alinhar ações entre institutos de pesquisa brasileiros e norte-americanos a fim de desenvolver os estudos necessários para que possa ser criada uma vacina contra o vírus da zika.
Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33 centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.
Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com os especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.
Bebê com circunferência do crânio menor que 32 centímetros é considerado portador de microcefalia (Foto: Reprodução/TV Globo)
Recomendações
Em casa, os repelentes ambientais  saneantes regularizados devem ser regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses produtos não devem ser indicados ou utilizados diretamente em seres humanos, mas em superfícies inanimadas e/ou ambientes, seguindo sempre, com atenção, as orientações do fabricante.
É importante que as gestantes realizem um acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico.  Elas também não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.
Além disso, a população  deve adotar medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas. Gestantes devem usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
G1 CEARÁ.